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Campanha busca financiamento coletivo para digitalização do acervo do Museu Imperial

publicado: 27/11/2019 11h14,
última modificação: 17/12/2019 12h10

Está no ar a campanha de financiamento coletivo (crowdfunding) “Museu Imperial: acervo sem fronteiras”, que tem como objetivo agilizar o processo de digitalização de todos os mais de 300 mil itens do acervo do Museu Imperial, em Petrópolis (RJ).

A iniciativa foi selecionada pelo programa Matchfunding BNDES+, direcionado a projetos culturais. Diferente do formato tradicional do financiamento coletivo, o BNDES trouxe para o setor, em parceria com a plataforma da Benfeitoria, o financiamento combinado, oferecendo um aporte de mais R$2 para cada R$1 doado. O objetivo é simples: democratizar o acesso a um conteúdo de riqueza inestimável.

O Museu Imperial/Instituto Brasileiro de Museus preserva o mais significativo acervo do país referente ao período imperial no Brasil, do qual fazem parte cartas, gravuras, fotografias, livros, jornais, pinturas, esculturas e objetos de infinitas formas e usos, todos divididos entre os setores arquivístico, bibliográfico e museológico. Em 2010, a instituição encarou o desafio de disponibilizar, online, imagens e informações documentais de suas coleções de forma contínua e permanente, tornando-se um dos poucos museus brasileiros a adotar essa política naquele momento.  Foi um primeiro e importante passo para o objetivo de oferecer acesso a todo o acervo pela internet.

Passados nove anos, 8.578 itens foram digitalizados, gerando mais de 80 mil imagens, dentro de um processo trabalhoso de constante aprendizado e adaptação, de conversas com pesquisadores e entusiastas que apresentam suas necessidades em formas diversas, e de cuidado ao encarar os desafios que o processamento técnico de cada objeto impõe. No entanto, o número representa menos de 3% do acervo e o software, a ferramenta utilizada para a construção dessa base de dados, é o mesmo desde o começo, sem qualquer modificação.

Crowdfunding

Financiamento coletivo (crowdfunding) é a captação de fundos para iniciativas de interesse coletivo por meio de fontes diversas, que podem ser pessoas físicas e/ou jurídicas, em geral os próprios interessados. É uma espécie de “vaquinha”, porém, bem mais elaborada, que destaca o potencial do projeto a ser financiado e o retorno positivo que sua viabilização pode trazer.

Com o aporte do BNDES, por meio do programa Matchfunding BNDES+, fica mais fácil atingir a meta e tirar o projeto do papel, já que o ganho é triplicado. Porém, se, mesmo assim, a meta não for atingida, o dinheiro é devolvido aos colaboradores e o projeto não acontece. Para estimular os apoiadores, são criadas algumas recompensas. No caso da campanha do Museu Imperial, elas variam entre fotografias digitais do acervo em alta resolução; reproduções de obras impressas; visitas guiadas ao setor técnico; um par das famosas pantufas do museu em versão exclusiva; e até uma visita noturna ao Palácio Imperial com a possibilidade de assistir a uma performance da cravista e pesquisadora Rosana Lanzelotte, na espineta fabricada por Mathias Bostem em 1788, instrumento único no mundo.

Três metas foram estipuladas para a realização do projeto. A primeira meta, de R$ 80.239,53, envolve atualização de todo o sistema de banco de dados; implementação de novo sistema de busca e layout da página; e implementação de recursos de zoom e leitor de formato pdf. A segunda meta, de R$ 90.239,52, inclui a atualização e aquisição de novos computadores, e a terceira meta, de R$96.239,52, soma ainda a aquisição de novos equipamentos e mobiliário para os editores, além de uma softbox (conjunto para iluminação em fotografia), um fundo infinito, cartões de memória e bateria de flash portáteis.

Para contribuir, basta acessar o site da campanha por meio do link benfeitoria.com/museuimperial.

Texto: Ascom/Museu Imperial
Edição: Ascom/Ibram